Paraty – Rio de Janeiro – Dicas de viagem

Praia do Sono - Paraty
Praia do Sono - Paraty

Paraty – RJ – Dicas de viagem  

Paraty é uma cidade linda que fica no litoral sul do Rio de Janeiro e fica a 258km do Rio de Janeiro e 269km de São Paulo. Durante o período colonial brasileiro, Paraty foi seu maior porto exportador de ouro, a cidade era o final, ou o início (depende do ponto de vista), do caminho velho da Estrada Real, que ia dali até Vila Rica em Minas Gerais.

A região é muito conhecida pela cultura caiçara, pelos quilombos ali instalados e também pelos engenhos que existiam por lá, hoje transformados em boas cachaçarias. De fato, na época do Brasil colônia, “uma Paraty” era sinônimo de uma dose de cachaça. Ainda hoje a cachaça da região é muito apreciada, vale experimentar.


Período ideal para ir?

O melhor período para visitar qualquer local vai variar com o interesse da sua viagem. Por exemplo, se procuramos praia o ideal é pegarmos um período sem chuvas e com sol. Se quisermos esquiar por sua vez, vamos procurar um período onde no local visitado vá haver neve e por aí adiante.

Em Paraty ao longo do ano, as temperaturas não variam muito. A mínima não desce mais do que 16C (geralmente no período da noite) e a máxima não passa de 32C. No meu entendimento o que vai definir o melhor período para visitar a cidade vai ser o índice pluviométrico. Como nosso gráfico mostra logo abaixo, os melhores meses são os meses do inverno.

Junho, julho e agosto te proporcionarão dias de sol (em nossa última viagem eu bobeei com o protetor solar que até cheguei a ficar com a pele vermelha no segundo dia), com uma probabilidade de chuva bem mais baixa. Nestes meses há a possibilidade de vocês encontrarem as coisas um pouco mais caras e agitadas, uma vez que coincide com meses de férias escolares.

No verão também há uma demanda elevada, que é tradicionalmente a época em que mais tiramos nossas férias por aqui no Brasil. Uma pergunta que todo mundo faz “se eu resolver ir em janeiro eu vou necessariamente pegar chuva?” Não! A ideia não é essa, pode ser que os 256 mm de chuva de janeiro caiam todos em uma semana só e nas demais o sol brilhe forte. Isso quem define é a natureza. O verão também é uma ótima época, mas com a probabilidade muito maior de pegar chuva. Prestem atenção as barras verdes no gráfico abaixo.

Gráfico do clima em Paraty
Gráfico do clima em Paraty

Como se locomover?

O deslocamento em Paraty é um assunto fácil a ser tratado. A minha recomendação é que você vá de carro! O centro histórico é super fácil de ser percorrido a pé. O centrinho mesmo você só irá percorrê-lo a pé, ele é fechado para carros. Alguns pontos de maior interesse (que mostrarei mais adiante) são todos mais distantes, e você  fatalmente necessitará de carro. Lugares como Trindade, Praia do Sono, Ilha do Cedro e Ilha do Pelado vão demandar deslocamentos de mais de 30 minutos e com transporte público não muito efetivo ou não muito conveniente.

A única ressalva que faço com relação ao carro é para quem vai ficar em hotel/pousada/casa no centro – ou nas imediações – e não pretende ir para lugares um pouco afastados. Se sua ideia é só curtir o centro histórico e fazer um passeio de barco pela região, você realmente não vai usar muito o carro e poderá até abrir mão de sua utilização.

Há linhas regulares de ônibus do Rio para Paraty pela viação Costa Verde, em dias úteis a viação possui 12 frequências  partindo do terminal Novo Rio. De São Paulo são 5 frequências utilizando a viação Reunidas, os ônibus partem do terminal Tietê.

O terminal rodoviário de Paraty fica muito perto do centro histórico e uma corrida de taxi até seu hotel não será nada exorbitante. Vale a pena pagar o taxi, para evitar de arrastar malas pelas ruas de pé de moleque – dependendo de onde for seu hotel, você não escapará disso, vale combinar o pickup com seu hotel se estiver disponível.

Deixo no link a seguir uma simulação para uma semana de aluguel de carro partindo do aeroporto de Guarulhos.


Quanto tempo ficar?

Para mim a solução para a equação do tempo de estadia é bem complicada de se acertar. Entendo que o período ideal para se cobrir os pontos de interesse de Paraty é de 4 a 7 dias, considerando sempre os interesses de cada um.

Para quem quer aproveitar tudo com mais calma, 7 dias serão ótimos. Você poderá repetir um restaurante que gostou muito, uma praia legal, passar uma manhã de bobeira na piscina de seu hotel/pousada – caso haja.

Por outro lado, quem quer cobrir o básico e indispensável e já partir para outro pouso,  4 dias vão ficar ótimos e deixam sempre aquele gostinho de quero mais.

Mais que sete dias só se você gostar muito da região ou tiver outros interesses (como eventos,  parentes e amigos por lá, por exemplo).


Como chegar em Paraty?

A principal via de chegada e saída de Paraty é a BR-101. Seja vindo do litoral paulista ou vindo do Rio de Janeiro. Quem vem de São Paulo, usará a BR-116 – Dutra – indo até Guaratinguetá, e ali pegando a BR-459 e indo diretamente até Paraty passando por Cunha.

Segue o mapa com as rotas partindo do Rio e de São Paulo. Além dos principais pontos de interesse da cidade.


Hospedagem

Ficamos hospedados na Pousada do Príncipe, chegamos bem tarde vindos do Rio de Janeiro. Ainda assim havia um recepcionista para nos receber, com cara de sono, mas feliz. O checkin foi super rápido, já estava tudo separadinho para nossa estadia.

O atendente foi super atencioso, gastou um tempinho nos explicando tudo que havia na cidade. No final nos ajudou com as malas até o quarto. Assim como ele, todo o staff do hotel foi muito atencioso e nos atendeu a contento em todas as nossas demandas.

A pousada possui uma boa infraestrutura: piscina, restaurante, jardins agradáveis onde pode-se ler e relaxar. O café da manhã é simples, mas bem gostoso. De noite no primeiro dia, não queríamos sair e pedimos dois pratos tailandeses servidos por eles, estavam muito gostosos, recomendo.

Não gostei muito do acesso a internet, mas isso nunca é essencial para minha escolha de uma acomodação, funcionava, mas a velocidade era baixa.

Os quartos eram bons e funcionais, o serviço de quarto funcionou perfeitamente bem, a limpeza era impecável.

Gostei muito da decoração e da história da propriedade. Nos disseram que ela já pertenceu a antiga família real portuguesa,  inclusive pelos corredores vê-se a árvore genealógica  – desde Dom João VI.

Caso seja do interesse uma hospedagem boa e com preço acessível, recomendo este hotel. Reservas podem ser feitas pelo booking, clicando aqui.

Booking.com

Mais hotéis

Outras boas opções de hospedagens são os  hotéis a seguir:

  • Pousada Literária de Paraty – super pousada, situada no centro histórico e com um restaurante excelente junto a ele (falo do restaurante no próximo post). Clique aqui e confira.
  • Pousada do Ouro – ótima pousada no centro histórico, tradicional em Paraty e bastante procurada, também fica no centro histórico. Veja opções de quartos clicando aqui.
  • Pousada do Sandi – boa pousada, fica fora do centro histórico, mas tão perto quanto a pousada do Príncipe. Para mais informações, clique aqui.

Atrações em Paraty

Centro histórico de Paraty

O centro histórico de Paraty é sensacional, cheio de coisas legais para se conhecer. É uma região pequena, mais ou menos 16 quarteirões. Que vão do porto até a rua Abel Oliveira, uma área de 5 x 6 quarteirões. Ali você encontrará igrejas, museus, bares, restaurantes, teatro, pousadas, hotéis, cachaçarias, ufa… tem para todos os gostos.

Nós demos sorte de pegar a cidade toda enfeitada para a festa de Corpus Christi. Havia bandeirolas por toda a cidade, além do pessoal montando o tradicional tapete por onde passa a procissão, deu um ar ainda mais colorido.

Uma particularidade que as vezes dificulta a vida no centro histórico é a água do mar que invade algumas ruas mais próximas do porto quando, alguns a chamam de “acqua alta” em referência a maré alta que invade a Praça São Marcos em Veneza, na Itália. Bom, fora o inconveniente de não poder passar, a água associada aos prédios coloridos da cidade rende ótimas fotos para quem passa por ali.

Roteiro de viagem para Paraty

Pensei em criar um roteiro para que vocês seguissem diretamente de um ponto a outro, mas pensando bem, o mais interessante é ir desbravando cada cantinho do local. A área é pequena, dá para percorrer tranquilamente, só tomem cuidado com o piso irregular e as rochas usadas como calçamento, as vezes elas ficam escorregadias.

Cada esquina do centro histórico rende ótimas fotos, é impressionante verificar o cuidado que alguns moradores e comerciantes dispendem em suas propriedades, ainda mais em tempos de crise. Poucos lugares turísticos são tão bem preservados como o centro histórico de Paraty.

Como falei no primeiro post sobre a cidade – consulte aqui –  Paraty era o começo, ou final, da Estrada Real – Rota do Ouro. Muitos dos antigos moradores eram comerciantes e exportadores. A cidade também é conhecida pela presença forte da maçonaria, que deixou sua marca expressa  em símbolos maçônicos na fachada dos seus prédios. Dá um toque ainda mais colorido e misterioso aos prédios da cidade – sem teorias da conspiração quanto a maçonaria por favor.

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Centro histórico de Paraty

Igrejas e arte

Não deixe de visitar as igrejas do centro histórico de Paraty, dentre elas, destaco a Igreja Matriz –  a Nossa Senhora dos Remédios ( aberta de segunda a sexta das 9h às 12h e das 13h às 17h30. Nos sábados, das 8h às 12h e de 13h às 16h. Entrada: R$ 3,00 ) ela fica na Praça da Matriz.

Há também a Igreja Nossa Senhora do Rosário, na Rua do Comércio. Outra igreja que vale a visita é a Igreja Nossa Senhora das Dores, conhecida como Capelinha. Um programa diferente é visitar a Igreja de Santa Rita é lá que funciona o Museu de arte sacra da cidade, fica no  Largo de Santa Rita.

Paraty possui vários eventos ao longo do ano, em todas as épocas você encontrará algo bom para fazer por lá. O calendário oficial de eventos da prefeitura pode ser encontrado aqui.


Trindade 

Trindade está localizada a 35km de Paraty, percurso este que você fará em aproximadamente 40 minutos, não adianta correr pois uma boa parte da estrada é bem traiçoeira, com muitas curvas, subidas e descidas.

Trindade é uma pequena vila de pescadores e está toda localizada dentro da área de proteção ambiental do Cairuçu. A vila possui restaurantes e pousadas para quem desejar se hospedar por lá, assim também como alguns campings. Todos eles com padrões muito mais simples do que o encontrado em Paraty.

As principais atrações da região são a Praia do Meio, Piscinas naturais do Cachadaço e Praia do sono, além de trilhas ecológicas que podem ser feitas na zona de mata atlântica que circula a região.

Praia do Meio

A praia do Meio fica a uma curta caminhada do centrinho de Trindade, 10 minutos ou menos. A praia é lindíssima, possui uma pequena estrutura com algumas barracas que além de alugar cadeiras e guarda sol, também vendem algumas coisas para os visitantes (principalmente bebidas) há ainda algumas opções mais limitadas de petiscos para comer ali mesmo na praia. Gostei bastante da praia, dá para passar o dia “de boa”.

Piscinas Naturais do Cachadaço

Da praia do meio sai a trilha que leva às piscinas naturais do Cachadaço. No outro canto da praia numa tenda comandada por uma cooperativa de barqueiros, você pode comprar o passeio para as piscinas indo de barco. O custo será de R$ 30,00 ida e volta, e o trajeto é feito em pequenos barcos com 5 passageiros.

A viagem não dura mais que 10 minutos. É super tranquilo, ao comprar o passeio você ganha uma pulseira de identificação, o que te garante a volta. Se tiver ido pela trilha e quiser voltar de barco, também dá para fazer, é só entrar na fila e conversar com o barqueiro –  o passeio é super tranquilo.

Qual dos dois escolher? Depende da sua disposição em andar ou em pagar – os caras da cooperativa aceitam dinheiro e cartões.


Praia do Sono

Antes de iniciar a descida da serra rumo a Trindade, haverá uma bifurcação, indicando a entrada do condomínio Laranjeiras. Se quiser visitar a praia do sono você deverá seguir por este caminho.

O condomínio Laranjeiras é um residencial de altíssimo nível com toda infraestrutura possível e imaginável. Algumas casas possuem inclusive suas próprias áreas de embarque e desembarque para barcos. Além de heliporto ( do condomínio, não de uma casa específica), marina do condomínio (seca e molhada).

Como pegar o barco

A segurança por lá é imensa. Você chega e estaciona seu carro a uns 500mts do condomínio, na vila dos pescadores. De lá você  vai numa van até a área de embarque nos barcos. Não é permitido sair e circular pelo condomínio, só se você for morador ou convidado. O embarque é feito rapidamente, geralmente há barqueiros disponíveis a qualquer hora.

A passagem custa R$30,00 por pessoa/trecho. O barco te leva diretamente para a praia do sono e a viagem deve durar 15 a 20 minutos. Avistamos peixes e tartarugas na região, tudo muito lindo. A chegada na praia do sono é a parte mais emocionante da viagem, uma dica: segure-se bem.

Esqueci de falar, existe uma trilha para aqueles corajosos que não estão muito afim de pagar pelo passeio de barco. Mas aviso, é bem puxada.

Paraíso intocado

A praia possui algumas barracas caso você queira consumir alguma coisa. Mas aviso novamente, o ambiente é bem rústico, não vá esperando nada rebuscado porque não há. E é mesmo bom que não haja, uma vez que esta foi uma das praias mais bonitas que visitei nos últimos tempos. Lindíssima, com água verde/azul de uma tonalidade que não estamos acostumados por aqui, vale muito a pena que ela fique mesmo intocada.

A faixa de areia é bem larga, propícia para uma boa acomodação ou prática de esportes. Recomendo uma subidinha no começo da trilha em direção ao condomínio para uma visão mais ampla de toda a praia. Há por ali também uma pequena área para camping, que diga-se de passagem, no dia em que fomos estava bem cheia.

O retorno é feito também com os barqueiros que ficam esperando por clientes. Basta dar seu nome (e os R$30,00 por pessoa) e esperar sua vez de ir.



Passeio de barco

Uma super dica para quem está a passeio por Paraty é fazer um passeio de barco pela baía de Paraty. Há três opções, ou você compra um passeio de escuna, ou aluga uma traineira ou ainda aluga uma lancha rápida.

Passeios de Escuna

Você encontrará passeios de escuna sendo vendidos em profusão por toda a cidade. Os passeios devem custar em torno de R$ 60,00 a R$100,00 por pessoa, dependendo do que você tem incluído.

O detalhe aqui é, como tudo que é feito para muita gente, não há charme, é linha de produção mesmo. A Escuna vai sair do porto entre 9h e 10h da manhã e vai nos principais pontos com o percurso total durando aproximadamente 5 horas. A coisa ruim é que você ali é mais um, e onde for, haverá até 60 pessoas para dividir espaço contigo.

Lancha rápida

Outra opção de passeio é para quem realmente tem disposição para gastar dinheiro  –  passeios privados em lanchas rápidas – cheguei a ver alguns por R$1.000,00 a diária (duração a combinar). Creio que com este tipo de lancha até dê para dar uma esticada até o Saco de Mamanguá. Mesmo sendo uma proposta interessante, não estava no meu orçamento.

Nossa opção

Minha super dica é optar pelo aluguel de uma traineira. Neste modelo de passeio você escolhe a hora de sair. Recomendo sair antes do horário das escunas, uma vez que você ficará com as praias praticamente desertas, apenas para seu desfrute – o tempo do passeio você determina.

Você pode até optar por ficar mais ou menos tempo num determinado lugar que gostou, ou sair mais cedo de um que não gostou. Ainda há a possibilidade de levar sua bebida e comida. Você achará os barqueiros diretamente no porto, e pode fechar com algum deles por ali mesmo.

A traineira que alugamos era do comandante Luciano, Bom Passeio, cobrava por hora R$100,00. Ele não negocia muito o valor, mas digo a todos que vale a pena. Ele foi muito simpático, além de ter um barco muito bem arrumado, com colchões e almofadas a sua disposição.

A traineira dele leva até 12 pessoas, portanto, fazendo as contas e comparando com o passeio das escunas vale muito a pena. Juntando um grupo de 12 pessoas eu recomendo muito mais a traineira que as escunas. Usando o mesmo tempo de trajeto vocês estariam pagando e torno de R$41,00 pelo passeio completo. O telefone do Luciano é 24-99908-9210. Acreditem em mim, vale muito a pena optar por este passeio.

Várias paradas

Paramos na praia vermelha no começo da tarde e almoçamos por lá. O lugar era do tipo “pé na areia” mas bem estruturado.  Os restaurantes da praia vermelha possuem uma lancha que apanha os passageiros nos barcos e leva até a praia. Você não precisa se molhar para sair do barco.

Durante o nosso passeio fomos a lugares paradisíacos, como: a Praia da Lula, Praia Vermelha, Lagoa Azul além de visitar diversas ilhas da região (Ilha da Bexiga, do Mantimento, Duas Irmãs). Recomendo bastante.

Praia da Lula

Lagoa azul

Praia vermelha


Praia de São Gonçalo

Outra super dica para você passar um dia agradabilíssimo é pegar a estrada em direção ao Rio de Janeiro pela BR-101, até a praia de São Gonçalo. O percurso tem aproximadamente 32 km. Ao chegar em São Gonçalo você encontrará dois estacionamentos na margem da estrada, dali partem os passeios para as ilhas do Pelado e do Cedro.

A praia de São Gonçalo é um pouco suja, e tem a areia escura, exatamente porque ali do lado desemboca um rio de águas bem escuras. De qualquer maneira, a grande atração do local são as ilhas de frente da praia de São Gonçalo e das praias do Iriri e do Cão Morto.

Ilha do Pelado

A travessia para a ilha do Pelado é feita numa traineira contratada pelo pessoal da Barraca da Beth. Você paga R$20,00 para ir e voltar, não há frequências muito regulares para a saída dos barcos, depende de demanda. Se quiser sair, se programe com um pouquinho de antecedência, marque seu lugar com a dona da barraca. Ela solicita o barco se não tiver nenhum por ali.

As ilhas são paradisíacas, a água é transparente de uma forma que ainda não havia visto no Brasil. Como as ilhas são abrigadas na baía, todas possuem águas extremamente calmas, o que eu acho uma delícia – há quem goste de muitas ondas, se for o seu caso, dirija-se para a praia do sono ou praia do meio.

Aproveitem na Ilha do Pelado as delícias do Bar da Beth, os preços não são nada extraordinários, batem bem com os preços do continente. Algumas pessoas levam sua bebida e comida para a ilha, mas como se trata de uma área de preservação ambiental e em respeito a quem vai lá depois de você, certifique-se de não deixar nada na ilha.

Ilha do Cedro

Depois da ilha do Pelado, alugamos um barco rápido para ir até a ilha do Cedro, onde ficamos na barraca do Nelson, o trajeto dura uns 15 minutos na lancha rápida e custou R$ 30,00 por pessoa. Tanto a barraca do Nelson quanto a da Beth na outra ilha possuem poucas cadeiras, e é para ser assim mesmo. Portanto, se quiser pegar lugar é bom chegar cedo, especialmente no verão. Nossas fotos ficaram ótimas, mas ainda não dão a dimensão real do que você vê por lá, um mix de mata e praia que eu ainda não tinha visto. Recomendo demais a visita.


Restaurantes

Por último, mas não menos importante, os bons restaurantes de Paraty. Durante nossa estada comemos em três restaurantes que a meu ver enquadram-se na categoria sensacional de restaurantes. Todos eles exploram as gostosuras da culinária caiçara, aliando ambiente agradável e muito bem montado com atendimento impecável. Nestes quesitos todos os três estão no mesmo nível de excelência, o que vai mudar de um para outro são os sabores.

Minhas indicações

Os preços não são exatamente populares, mas dá para fazer uma força e comer muito bem um dia ou outro, os restaurantes são:

Banana da Terra, com o destaque para os pratos de camarões e barriga de porco.
Bartholomeu, menção muito honrosa para a barriga de porco de entrada e a picanha recheada (se for pedir a picanha, saiba que é muita comida, dá para umas três pessoas comerem tranquilos).
Quintal da Letras, anexo da pousada Literária, minha esposa comeu um peixe, estilo moquequinha e eu comi uma carne, estavam deliciosos os pratos, além da sobremesa com o trio de creme brulee de sabores regionais.

Ficamos na vontade, apesar de todas as recomendações,  de comer no Thai. Um restaurante Tailandês que fica bem no centro histórico, deixamos este aqui para uma nova visita.

Banana da Terra

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Camarões e arroz negro no Banana da Terra

Bartholomeu

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Aperitivo barriga de porco no Bartholomeu

Considerações finais

Antes de terminar, gostaria de fazer uma menção e um agradecimento a minha esposa Bruna. Além de fazer a maioria das fotos aqui apresentadas, também abrilhanta a cena em algumas delas. Meu muito obrigado por tudo.

Pessoal, vou ficando por aqui, espero que vocês tenham gostado do relato de nossa visita a Paraty. Sugestões e comentários são sempre bem vindos. Obrigado pela visita.

Abaixo segue o mapa com os endereços de todos os pontos comentados no post.


Mapas

A parte 1 deste post também pode ser consultada aqui.

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