Maldivas, dicas de viagem para o paraíso

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Hoje trago para vocês dicas quentes de um dos lugares mais bonitos do mundo: as ilhas Maldivas. Direi como chegar, quanto tempo ficar, onde se hospedar, como pagar barato em sua viagem e se você tiver interesse, darei boas dicas de hospedagens de altíssima qualidade. Venha conosco e aproveite.

O básico para as Maldivas

As Maldivas consistem em aproximadamente 1190 ilhas de corais agrupadas em uma cadeia dupla com 27 grandes grupos de atóis, separados por aproximadamente 90.000 KM², fazendo do país um dos destinos mais diferentes no mundo. A ilha se espalha por mais de 800km de norte a sul.

A população das Maldivas cresceu rapidamente durante as últimas poucas décadas. Contudo, com uma população de aproximadamente 400.000 habitantes o país ainda permanece como um das menores nações independentes do mundo.

Religião

Os Maldivianos são devotos do Islamismo e o seguem de forma rigorosa. Há uma grande mesquita em Male que abriga mais de 5000 pessoas , ela pode ser notada pelo seu domo dourado e seu minarete, contudo, há várias mesquitas espalhadas pela capital. Nos resorts também é possível encontrar salas de oração para quem desejar.

História do povo

Vários artefatos arqueológicos escavados em diferentes partes do país provam que o povo vivia ali desde o século 3 AC. As Maldivas e seu povo são citadas em vários diários marítimos ou registros de expedições navais dos chineses, árabes e posteriormente britânicos e demais países europeus.

O povo maldiviano é formado por uma mistura de diferentes culturas e pessoas, de diferentes partes do mundo e que foram para lá e se fixaram. Parte da música e da dança por exemplo parecem ter influência africana, enquanto outras culturas e tradições refletem características do leste, sul e sudeste da Ásia.

Idioma

O idioma falado por ali é o Dhivehi, e pertence a um grupo Indo-iraniano de linguagens. O idioma é falado apenas nas Maldivas e nas Ilhas Minicoy, no atol Lakshadweep, na Índia(perto do norte das Maldivas). A escrita atual, Thaana, foi introduzida no final do século XVI. Ela tem por característica a direção da escrita, da direita para a esquerda.

O inglês é amplamente falado nas Maldivas e os visitantes podem facilmente se fazer entendidos pelas ruas da capital Male ou mesmo nos resorts. Especialmente nos resorts a variedade de idiomas é maior ainda, onde as equipes falam também o alemão, francês, italiano, espanhol, japonês e chinês.

Moeda e economia

No último quarto do século XX, a economia se transformou, da antiga e tradicional, baseada na pescaria e na agricultura para a moderna economia baseada no sucesso da indústria do turismo e também da modernização e mecanização da indústria da pesca.

A moeda corrente é a Rúpia e na cotação de abril de 2019 um real comprava 3,86 rúpias. Um dólar portanto comprava 15,35 rúpias. Quanto a este ponto eu não me preocuparia muito, uma vez que em todos os resorts você será capaz de pagar suas contas de consumo ou afins usando dólares americanos ou ainda euros, além é claro, de poder usar as mais tradicionais bandeiras de cartão de crédito.

Vistos e Vacinas

Para brasileiros, os vistos são concedidos no momento do desembarque no país, como acontece na Europa. Não precisamos nos preocupar com emissão de vistos anteriormente. A única exigência é ter o passaporte válido por mais de 6 meses.

A vacina da febre amarela deve estar em dia e o certificado internacional de imunização deve ser apresentado ao desembarcar, num guichê separado denominado Health Control. Após a conferência pelos agentes de saúde, você se direciona para a imigração.

Quando ir para as Maldivas(clima)?

Este é um ponto muito fácil de abordar. Por ser um país “quase” tropical, é sempre muito quente. A temperatura mínima gira em torno de 25,2C o ano todo. Ou seja, o critério que utilizaremos para escolher quando ir, será o regime das chuvas.

A incidência de chuvas é bem alta nas Maldivas, sendo os meses menos chuvosos, de acordo com média histórica, de janeiro a abril. Com especial atenção a fevereiro e março. Portanto se quer ir quando será menos provável pegar chuva, escolha estes meses. Nós fomos no começo de março e não vimos qualquer vestígio de chuva no ar.

fonte: https://pt.climate-data.org/asia/maldivas/male/male-1024631/

Chegada e saída – Avião e Hidroavião

Todo mundo me perguntou, como fazer para chegar nas Maldivas? É muito fácil, apesar de ser muito longe. Há voos de todas as grandes empresas aéreas europeias para lá, imagina o interesse dos europeus para este paraíso. Além delas, ainda há as empresas do oriente médio e as africanas.

Nós fomos pela Emirates, depois de um voo de 14hs do Rio de Janeiro, e um intervalo de 4 horas em Dubai, pegamos um voo rápido de 03:30hs até Malé, a capital das Maldivas. Depois dessa maratona, fomos recebidos pelo pessoal do hotel logo na saída do terminal de desembarque, eles nos levaram então até o terminal aquaviário do aeroporto, onde esperamos uma meia hora numa sala vip do hotel e em seguida pegamos um pequeno hidroavião, fizemos um voo de 30 minutos e chegávamos no paraíso.

No nosso caso, a passagem do trecho de hidroavião já estava incluída no valor da hospedagem, é bom verificar com seu hotel se no seu caso será igual. Ao escolher um hotel, se atente para o fato de que quanto mais longe for o resort escolhido, mais caro será este voo de hidroavião. O nosso hotel ficava a aproximadamente 115km de distância de Male.

Para o voo desde o Brasil, recomendo verificar também os preços em empresas como Ethiopian, Qatar, Etihad, Alitalia, Turkish. Além é claro, das tradicionais europeias.

Quanto tempo e onde ficar nas Maldivas?

Quanto tempo ficar nas Maldivas está diretamente relacionado ao seu orçamento, se eu pudesse, teria ficado 30 dias mas nosso orçamento não permitia. Nós ficamos uma semana e para mim é um ótimo período para relaxar bastante e ainda ficar com gostinho de quero mais.

O Finolhu Maldivas

Nós optamos por ficar no Finolhu Maldivas, passamos 7 noites por lá e achamos pouco. O lugar é um paraíso, de onde não temos vontade de sair. O resort possui uma pegada meio retrô, que inspira todos os ambientes, desde as áreas comuns até os quartos. Tudo de muito bom gosto e muito bem conservado e cuidado.

Veja aqui um vídeo que fizemos do nosso quarto.

Nosso quarto no Finolhu Maldivas

Nós ficamos na suíte sobre o mar com piscina, e não nos arrependemos, mas saibam que existem outras possibilidades, desde as gigantes para 4 pessoas com direito a ter seu próprio carro elétrico para andar pelo resort, até suítes que não estão no conjunto sobre o mar e que podem ter o preço mais convidativo. Veja o que melhor caberá no seu orçamento.

Nossa estada por lá foi sensacional, desde a chegada e a recepção dos funcionários, falando um fluente portunhol que para nós foi excelente, até os pequenos detalhes de arrumação do quarto e decoração.

Deixo aqui o link para verificarem os valores das diárias, é só CLICAR AQUI.

Nosso quarto

O quarto é sensacional, conta com frigobar, cafeteira nespresso, banheira, cama king size, duas duchas (uma na área do mar/piscina, outra nos fundos do quarto), além do chuveiro tradicional no banheiro. O quarto possui a própria piscina e acesso exclusivo ao mar(e que mar…), além de uma varandinha privativa.

Por motivos de segurança, recomenda-se não sair nadando sozinho ou sem supervisão, ou nadar no mar de noite, mas durante todo o dia fica passando um salva vidas por entre os bangalôs e observando quem está no mar.

A bolha

Há ainda no resort uma suíte mais exclusiva ainda, a suíte da bolha. Ela fica no final do atol, depois do restaurante de frutos do mar, justamente no trecho mais bonito de praia. A hospedagem nessa bolha custa além do que você já pagou, mais US$600,00.

Depois das 18hs, eles fecham o acesso à praia e os clientes são hospedados nela. Te servem um jantar a luz de velas e das estrelas numa mesa preparada do lado da bolha. Você passa a noite ali, contemplando as estrelas. Numa noite de lua cheia deve ser a coisa mais linda. De manhã o café também é servido ali. Tudo de muito bom gosto. Confiram as fotos.

Diversão

O lugar foi feito para descansar, Deus caprichou neste pedaço do mundo. E como disse a Cláudia, nossa agente de turismo ninja, depois do trabalho de Deus veio o homem e colocou uma pulseirinha vip para acessar o lugar…

Os dias por lá são de “Dolce far niente”, descanso e relaxamento. Mas para quem não abre mão de estar sempre em atividades, eles possuem um centro de mergulho, onde pode-se pegar emprestado material para praticar mergulho com snorkel, livre de qualquer cobrança.

No Dive center também podemos contratar mergulhos com profissionais do resort, eles são certificados pela PADI, que é a maior certificadora para mergulho no mundo. Deve ser muito interessante, uma vez que a vida marinha ali é privilegiada. O mergulho é uma atividade cobrada separadamente.

Além disso, os esportes aquáticos não motorizados, como stand up paddle, canoagem além de atividades como vôley, futebol, academia e tênis (sem instrutor) estão disponíveis e sem cobrança.

Há ainda atividades na piscina como vôlei, dança, ginástica. Tudo acompanhado pelo pessoal do resort. Alguns dias da semana eles fazem uma festa temática, como a White party, todas as quartas, onde o pessoal toma uns drinks no cair da tarde e tem a oportunidade de confraternizar com os demais hóspedes.

Atividades cobradas à parte

Já atividades em barcos, jet ski, parasailing, excursões para conhecer a vida marinha (acompanhada de biólogos, uma vez que o atol onde fica o resort está localizado numa reserva da biosfera), snorkel em área mais distante, passeios de lancha e afins, são todas cobradas à parte, sugiro verificar os preços e ver a incidência de impostos sobre os valores anunciados.

Há também algumas aulas de Yoga que são cobradas a parte, procure no menu de atividades do resort.

De noite, todos os dias, há atividades no bar da piscina, que se transforma numa boate.

O resort é somente para adultos, se pretende levar crianças, sugiro consultar antes se mudaram essa política.

Outro resort da mesma rede

Um outro resort da mesma rede que pode ser visitado desde o Finolhu (eles te levam e buscam de barco) pagando uma pequena taxa de US$25,00 por pessoa é o Amila Fushi, que é uma gracinha, mas um pouco menor e com menos atividades que o seu irmão. O seu pacote de comida e bebida do Finolhu vale no Amila, com algumas restrições.

Se a sua vibe é ficar mais recluso, sugiro considerar este resort para sua visita. Os detalhes do hotel podem ser consultados CLICANDO AQUI.

Outras opções de hospedagem

Se você não agradou de tudo que eu falei sobre o Finolhu Maldivas, vou deixar aqui algumas dicas avalisadas e que seriam nossas outras opções caso não conseguíssemos disponibilidade/preço no Finolhu. É só clicar no link ao lado e verificar a página do resort no booking. Tem opções para todos os gostos e bolsos.

ResortLink
Kaani Beach Clique aqui
Thulhagiri Island ResortClique aqui
Cinnamon Dhonveli Maldives Water SuitesClique aqui
Four Seasons Resort MaldivesClique aqui
Anantara Veli MaldivesClique aqui
Anantara Dhigu Maldives Clique aqui
Mercure Maldives Koodoo resort Clique aqui
Soneva Jani Clique aqui
Soneva Fushi Clique aqui
Ayada Maldives Clique aqui
Six Senses Laamu Clique aqui
Hurawalhi Island Resort Clique aqui

Última dica sobre hospedagem, se vocês virem uma promoção imperdível com preços fora dos padrões e se sentirem extremamente tentados a comprar, lembrem-se: Não há almoço grátis. Você provavelmente irá na baixa temporada, e pode ser que chova muito durante seu passeio.

Praias do Finolhu Maldivas

Nas Maldivas há resorts construídos em ilhas e resorts construídos em atóis, que é o caso do Finolhu. Ele fica no Baa Atol, que faz parte da área de preservação da biosfera. Suas praias são extremamente limpas. Na prática a praia é uma só, o que difere é a área do resort perto de onde estará.

Todos os trecho de praia são muito bonitos, mas para mim o que mais encantou foi o trecho depois do restaurante Fish & Crab Shak, que pode ser acessada por barco regular (partidas a cada 30 minutos) ou por uma curta caminhada. Ali o mar de fora do atol se encontra com o de dentro, formando aquela ponte natural maravilhosa. A coisa mais linda de se ver.

As águas de dentro do atol são limpas e transparentes, dá para ver os peixes nadando por ali. As de fora também kkk, com a diferença que há algumas pedras que protegem o atol das correntes e ondas. Por falar em ondas, nada de grandes ondas por ali. Se quiser pegar onda, há um passeio para surfistas onde eles te levam num ponto específico perto de uma laje marinha e onde formam-se ondas dignas dos grandes locais de surf no mundo.

A praia de frente ao bar do resort é muito boa também, e ainda conta com serviços do bar, onde pode-se pedir bebidas e comida que os gentis garçons te atendem prontamente. Há camas, pufes, sombrinhas e sombra de coqueiros. Vale muito a pena.

Restaurantes

Aqui um dos meus temas preferidos. Há vários restaurantes e bares ao longo do resort. O Baa Baa Grill é o restaurante geral do resort, onde todos os dias eles servem café da manhã, almoço e jantar (convém consultar os horários). Há várias ilhas de comida e as vezes os cozinheiros preparam as refeições na hora para você. Para comer aqui não precisa fazer reserva, é só chegar nos horários de funcionamento e se deliciar.

Os demais restaurantes precisam de reserva, e no geral estão incluídos para uso sem cobrança extra(veja disponibilidade no pacote de refeições que você contratou). Você poderá usar estes serviços gratuitamente apenas uma vez durante a sua hospedagem, se quiser repetir não há problemas, é só marcar e pagar a conta por fora. Eles são:

Kanusan, que é o restaurante com temática oriental. Comida muito boa, comemos uma lagosta sensacional.

Baahaa Grill, que é especializado em comida do norte da África, com destaque para as carnes. Muito bom também.

O melhor de todos para mim foi o Fish & Crab Shack, de frutos do mar. Ele só funciona para almoço e carece de reserva. Fica um pouco afastado, mas eles fornecem um barco que te leva para lá em 5 minutos. Os mais deliciosos frutos do mar você encontra ali. Nós gostamos tanto que, dos 7 dias que estivemos no Finolhu, almoçamos ou petiscamos 4 dias por lá. Vale muito a pena, não deixem de fora.

Dicas gerais

Por falar em pacote de comida e bebidas, recomendo que optem pelo All inclusive, uma vez que não há supermercados por ali para você comprar alguma coisa e os preços por fora não são exatamente baixos.

Há ainda os bares ao longo da ilha que funcionam durante o dia apenas, a exceção é o bar da piscina que vai até altas horas.

Vídeo

Seguem aqui alguns vídeos que fizemos durante nossa estadia por lá

Mar das Maldivas

Pôr do Sol

Dois vídeos do nosso voo de parasailing

Decolagem do hidroavião

Mapa das Maldivas

Segue um mapa com os principais resorts das Maldivas.

Veredito

Depois que fui para as Maldivas passei a ter um problema novo, toda hora fico pensando em como voltar para lá. O lugar é simplesmente maravilhoso. Para nós a experiência foi fantástica e se eu pudesse voltaria hoje, sem pensar.

Quem puder, aconselho muito que vá, vocês não se arrependerão.

Com que destino eu posso combinar uma visita a esta região?

A primeira coisa a se considerar quando estiver escolhendo um destino a combinar é considerar o clima, as conexões que você fará e a proximidade do destino. Neste sentido, Índia, Sri Lanka, China, os países do Sudeste asiático (Tailândia, Myanmar, Cambodja, Laos e Vietnam) e ainda Emirados Árabes (voos da Emirates ou Etihad) e Quatar (voos da Qatar).

Estes são ótimos países para se considerar numa visita às Maldivas. Nós optamos por combinar nossa visita com um tour pela Índia. Foi tudo de bom( veja detalhes sobre essa viagem no próximo post).

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