2017

Dicas de viagem para Paraty – RJ – Parte 1

Dicas de viagem para Paraty – RJ

Boa tarde pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim. Tivemos dois meses muito atribulados por aqui, mas já passou, pretendo continuar a frequência de atualizações semanais que vinha praticando. Pois bem, vamos ao post sobre nossa recente viagem realizada em junho de 2017.

Paraty é uma cidade linda que fica no litoral sul do Rio de Janeiro e fica a 258km do Rio de Janeiro e 269km de São Paulo. Durante o período colonial brasileiro, Paraty foi seu maior porto exportador de ouro, a cidade era o final, ou o início (depende do ponto de vista), do caminho velho da Estrada Real, que ia dali até Vila Rica em Minas Gerais.

A região é muito conhecida pela cultura caiçara, pelos quilombos ali instalados e também pelos engenhos que existiam por lá, hoje transformados em boas cachaçarias. De fato, na época do Brasil colônia, “uma Paraty” era sinônimo de uma dose de cachaça. Ainda hoje a cachaça da região é muito apreciada, vale experimentar.


Período ideal para ir?

O melhor período para visitar qualquer local vai variar com o interesse da sua viagem. Por exemplo, se procuramos praia o ideal é pegarmos um período sem chuvas e com sol. Se quisermos esquiar por sua vez, vamos procurar um período onde no local visitado vá haver neve e por aí adiante.

Em Paraty ao longo do ano, as temperaturas não variam muito, a mínima não desce mais do que 16C (geralmente no período da noite) e a máxima não passa de 32C. No meu entendimento o que vai definir o melhor período para visitar Paraty vai ser o índice pluviométrico, que como nosso gráfico mostra logo abaixo, os melhores meses são os meses do inverno, isso mesmo, os meses do inverno.

Junho, julho e agosto te proporcionarão dias de sol (em nossa última viagem eu bobeei com o protetor solar que até cheguei a ficar com a pele vermelha no segundo dia), com uma probabilidade de chuva bem mais baixa. Nestes meses há a possibilidade de vocês encontrarem as coisas um pouco mais caras e agitadas por coincidirem com meses de férias escolares, nessa época a cidade tende a ficar um pouco cheia.

No verão também há uma demanda elevada, que é tradicionalmente a época em que mais tiramos nossas férias por aqui no Brasil – “se eu resolver ir em janeiro eu vou necessariamente pegar chuva?” Não! A ideia não é essa, pode ser que os 256 mm de chuva de janeiro caiam todos em uma semana só e nas demais o sol brilhe forte, isso quem define é a natureza. O verão também é uma ótima época, mas com a probabilidade muito maior de pegar chuva. Prestem atenção as barras verdes no gráfico abaixo.

clima_paraty

Gráfico do clima


Como se locomover?

O deslocamento em Paraty é um assunto fácil a ser tratado, a minha recomendação é que você vá de carro! O centro histórico é super fácil de ser percorrido a pé – aliás, o centrinho mesmo você só irá percorrê-lo a pé, ele é fechado para carros –  mas alguns pontos de maior interesse (que mostrarei mais adiante) são todos mais distantes, e você  fatalmente necessitará de carro. Lugares como Trindade, Praia do Sono, Ilha do Cedro e Ilha do Pelado vão demandar deslocamentos de mais de 30 minutos e com transporte público não muito efetivo ou não muito conveniente.

A única ressalva que faço com relação ao carro é para quem vai ficar em hotel/pousada/casa no centro – ou nas imediações – e não pretende ir para lugares um pouco afastados. Se sua ideia é só curtir o centro histórico e fazer um passeio de barco pela região, você realmente não vai usar muito o carro e poderá até abrir mão de sua utilização.

Há linhas regulares de ônibus do Rio para Paraty pela viação Costa Verde, em dias úteis a viação possui 12 frequências  partindo do terminal Novo Rio. De São Paulo são 5 frequências utilizando a viação Reunidas, os ônibus partem do terminal Tietê. O terminal rodoviário de Paraty fica muito perto do centro histórico e uma corrida de taxi até seu hotel não será nada exorbitante (vale a pena pagar o taxi, para evitar de arrastar malas pelas ruas de pé de moleque – dependendo de onde for seu hotel, você não escapará disso, vale combinar o pickup com seu hotel se estiver disponível).

Deixo no link a seguir uma simulação para uma semana de aluguel de carro partindo do aeroporto de Guarulhos.


Quanto tempo ficar?

Para mim a solução para a equação do tempo de estadia é bem complicada de se acertar. Entendo que o período ideal para se cobrir os pontos de interesse de Paraty é de 4 a 7 dias, considerando sempre os interesses de cada um. Para quem quer aproveitar tudo com mais calma, 7 dias serão ótimos, você poderá repetir um restaurante que gostou muito, uma praia legal, passar uma manhã de bobeira na piscina de seu hotel/pousada – caso haja.

Por outro lado, quem quer cobrir o básico e indispensável e já partir para outro pouso,  4 dias vão ficar ótimos e deixam sempre aquele gostinho de quero mais, aquela promessa constante de que uma hora voltaremos ali.

Mais que sete dias só se você gostar muito da região ou tiver outros interesses (como eventos,  parentes e amigos por lá, por exemplo).


Chegadas e Saídas

A principal via de chegada e saída de Paraty é a BR-101, seja vindo do litoral paulista ou vindo do Rio de Janeiro. Para quem vem de São Paulo – capital – ou saindo do aeroporto de Guarulhos, usará a BR-116 – Dutra – indo até Guaratinguetá, e ali pegando a BR-459 e indo diretamente até Paraty passando por Cunha.

Segue o mapa com as rotas partindo do Rio e de São Paulo. Além dos principais pontos de interesse da cidade.


Hospedagem

Ficamos hospedados na Pousada do Príncipe, chegamos bem tarde vindos do Rio de Janeiro, ainda assim havia um recepcionista para nos receber com cara de sono mas feliz. O checkin foi super rápido, já estava tudo separadinho para nossa estadia. O atendente foi super atencioso, gastou um tempinho nos explicando tudo que havia por ali e no final nos ajudou com as malas até o quarto. Assim como ele, todo o staff do hotel foi muito atencioso e nos atendeu a contento em todas as nossas demandas.

A pousada possui uma boa infraestrutura, com piscina, restaurante, jardins agradáveis onde pode-se ler e relaxar. O café da manhã é simples, mas bem gostoso. De noite no primeiro dia, não queríamos sair e pedimos dois pratos tailandeses servidos por eles, estavam muito gostosos, recomendo.

Não gostei muito do acesso a internet, mas isso nunca é essencial para minha escolha de uma acomodação, funcionava, mas a velocidade era baixa.

Os quartos eram bons e funcionais, o serviço de quarto funcionou perfeitamente bem, a limpeza era impecável.

Gostei muito da decoração e da história da propriedade, nos disseram que ela já pertenceu a antiga família real portuguesa,  inclusive pelos corredores vê-se a árvore genealógica da família – desde Dom João VI.

Caso seja do interesse uma hospedagem boa e com preço acessível, recomendo este hotel. Reservas podem ser feitas pelo booking, clicando aqui.

 

Outras boas opções de hospedagens são os  hotéis a seguir:

Pousada Literária de Paraty – super pousada, situada no centro histórico e com um restaurante excelente junto a ele (falo do restaurante no próximo post).

Pousada do Ouro – ótima pousada no centro histórico, tradicional em Paraty e bastante procurada, também fica no centro histórico.

Pousada do Sandi – boa pousada, fica fora do centro histórico, mas tão perto quanto a pousada do Príncipe.

Preços e disponibilidades para as três pousadas podem ser encontradas neste link aqui.


No próximo Post eu falarei sobre cada um dos pedaços do paraíso, ou melhor, sobre cada uma das atrações da cidade, assim como dicas de excelentes restaurantes por lá – aguardem e confirmem.

Muito obrigado, boa noite e até a próxima semana.

Para ver a parte final do roteiro a Paraty, clique aqui.

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