Dicas de passeio pela Alemanha – Visita ao Memorial do campo de concentração de Dachau

Olá Pessoal, tudo bem? Hoje vou contar sobre uma experiência diferente, um momento de reflexão em meio a toda a descontração de uma viagem. Visitamos o campo de concentração de Dachau em 2014.

Antes de tudo, acho que para visitar um lugar desses a gente tem que mudar um pouco o nosso espírito, tem que tirar a farda de turista e vestir  uma mais reverente, quase que a  de um peregrino.

Para chegar a Dachau você pega o trem na estação central de Munique e em menos de 15 minutos já chegamos na pequena estação de Dachau. Chegando em Dachau você pega um ônibus para o campo de concentração. É grande a possibilidade do ônibus sair lotado. No caminho até o campo note que este era o mesmo trajeto feito pelos prisioneiros nos tempos do nazismo. No caminho um contraste que também era vivido pelos prisioneiros, a caminho do campo você verá um conjunto de casas luxuosas e baixas pintadas de branco, elas eram dos oficiais nazistas, onde viviam com suas famílias.

Ao chegar ao campo, você ingressa inicialmente por um memorial, onde existe um café, uma loja de souvenirs, livraria, banheiros e a loja onde são vendidos os ingressos.

Dali anda não vislumbramos o campo em si. Todo o complexo é mantido e gerido por parentes de pessoas que sofreram nas mãos dos nazistas. Recomendo muito respeito – nem precisava recomendar – você pode estar sem saber, de frente para uma pessoa que tem ligação direta com todo o sofrimento que este lugar representa.

No caminho de entrada para o campo, passamos sob o portão com a inscrição clássica encontrada em vários campos nazistas, Arbeit macht frei, que em alemão significa O trabalho liberta. Símbolo máximo do cinísmo nazista, pois ali o trabalho levava a maioria das vezes para a sepultura. A mais conhecida de todas está em Auschwitz, na Polônia.

No prédio principal funciona um museu, com objetos dos prisioneiros, fotos, registros, fichas e diversos outras marcas das crueldades aqui praticadas. Existe também no complexo um centro ecumênico e de apoio psicológico para os parentes dos antigos prisioneiros.

O campo, que foi o primeiro a ser construído dentro do regime nazista, era realmente muito grande, chegou a abrigar cerca de 200 mil prisioneiros. Em um determinado momento , a partir de 1941 o campo serviu como campo de extermínio, por ali morreram cerca de 30 mil pessoas. Não existem muitos dos prédios ainda de pé, só os que são usados para visitação, mas as bases ainda encontram-se visíveis nos lugares originais.

O campo foi libertado pelo exército americano em abril de 1945, naquele tempo haviam ali 32 mil prisioneiros. Após a libertação eles não foram embora de imediato, seja por  problemas de desnutrição ou por dificuldades com transportes para o seu país natal.

O memorial que hoje existe, somente foi construído na década de 60, pois durante um período o campo ainda serviu como campo de refugiados.

A quem se interessar pela história do lugar, recomendo a visita reverente.

Até a próxima.

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