Europa 2016 – Dicas de viagem para a Croácia – Dubróvnik

Europa 2016 – Dicas de viagem para a Croácia – Dubróvnik

Chegamos a Dubrovnik vindos do Brasil. Viemos de Air France do Rio para Zagreb, passando por Paris e depois disso tomamos um voo da Croatia Airlines de Zagreb para Dubrovnik (este voo gasta 45 minutos). A chegada do aeroporto até a cidade é bem tranquila e bonita, pois o aeroporto é localizado numa área mais elevada, com isso, você já vai vendo a cidade antiga lá de cima.

Pegamos um taxi, o que não é impeditivo. Recomendo trocar algum dinheiro no aeroporto,  de Zagreb ou de Dubrovnik, por mais que alguns digam que aceitam euros ou até dólares, vão querer te aplicar uma taxa de conversão não muito conveniente. Não ouvi falar de uber ou aplicativos para taxi como vemos aqui, mas você pode pegar os oficiais do aeroporto.

O hotel

Nosso hotel se chamava hotel Lero, fica bem pertinho da cidade antiga, no caminho para a cidade nova. De tão perto nos deslocamos a maior parte do tempo à pé mesmo.

O hotel é novo, com boa infraestrutura. Os atendentes foram super prestativos. Gostei do quarto e do café da manhã. O único porém é que não há serviço de quarto por lá, apesar de quê, há um restaurante de comida típica da Bósnia bem ao lado da recepção do hotel e diversos bons restaurantes na cidade nova, bem pertinho.

A região

Dubrovnik é mesmo linda, fica no extremo sul do país. A Croácia localiza-se na região da Dalmácia, ela é dividida em duas partes por uma faixa de 8km de terra, que dá acesso a Bósnia e Herzegovina ao mar. Este pedaço de 8km foi vendido, trocado, cedido, etc.. por diversas vezes na história do país desde quando aquela região ainda era a antiga Ragusa. Mais detalhes podem ser verificados no relato sobre a única cidade Bósnia no litoral, Neum.

A região é formada por belas praias, a maioria absoluta de pedras ou pedrinhas, quase não ouvi relatos de praias de areia, apesar disso não ser um problema, pelo contrário, para mim é até melhor sair do mar sem aquele monte de areia no corpo.

O que impressiona no entanto é a água, de um azul tão extremo e bonito que diversas vezes me peguei parado a admirar o visual do lugar. Alguns paradores para banhos são fincados nos cocorutos de rochas e rochedos, como o exemplo do Buza Bar do lado da muralha em Dubrovnik, outros como o Banje beach estão em praias tranquilas de pedrinhas. Todos os dois são facilmente acessados com uma curta caminhada a partir do centrinho da cidade antiga.

Ali fala-se o croata ( toda a região fala um idioma mais ou menos comum, da Eslovênia até Montenegro eles meio que se entendem, pelos idiomas terem sido formados da mesma raiz eslava). A moeda local é a kuna, que equivalia a mais ou menos 7 kunas para um euro quando estivemos por lá. Não tive problemas com idioma, todo mundo falava bem o inglês, ou ao menos conseguia se comunicar.

A cidade antiga

A cidade antiga é realmente encantadora, não foi por acaso que os produtores de Game of Thrones a escolheram para ser cenário de sua série – a propósito, existem alguns passeios à pé temáticos com este tema sendo vendidos por toda a cidade. O centro antigo é cercado por todos os lados pela respeitável muralha – a visita é paga e começa em alguns pontos ao longo da muralha, o principal fica bem em frente a fonte grande de Onofrio. O passeio dura umas duas ou 3 horas, com várias paradinhas para fotos, preparem as pernas pois é o tempo todo subindo e descendo escadas.No entorno ainda existem algumas fortalezas, como a Lovrijenac, Bokar, Santo Ivan, Revelin e Minceta.

Não há tráfego de carros no seu interior, aliás, só o vai e vem de pequenos carros elétricos fazendo entregas de carga para os estabelecimentos comerciais, os pontos principais de entrada são os portões Pile Gate, Ploce Gate, entre eles se estende o Stradum, ou Placa – uma rua de piso de mármore tão liso que até brilha.

Os pontos altos da visita a cidade são: o palácio do reitor, palácio Sponza, a farmácia medieval, as fontes de Onofrio (grande e pequena), a coluna de Orlando, torre do relógio, e o mosteiro Dominicano.

No finzinho da cidade há o acesso ao teleférico (Dubrovnik cable car), lá em cima o visual da cidade é sensacional, a visita é relativamente curta, se for do seu interesse e o tempo estiver bom, vale a pena uma parada no café que existe por lá. Mesmo que não fiquem para o café, não deixem de subir, a vista compensa.

Passeios

A localização de Dubrovnik propicia ótimos passeios no estilo de bate e volta. Vou listar aqui três que fizemos e em outros posts eu detalho cada um deles:

  • Montenegro – Budva e Kotor;
  • Bósnia e Herzegovina – Mostar;
  • Korcula;
  • Ilha de Lokrum;

Restaurantes

Recomendo os restaurantes a seguir, comi muito bem em cada um deles, os pratos recomendados são principalmente massas e frutos do mar.

  • Azur Dubrovnik;
  • Zuzori;
  • Café Royal;

Praias

As praias mais badaladas da cidade são Banje beach – onde existe um beach clube com o mesmo nome – e Copacabana beach. Além de ter várias praias privadas de hotéis e estabelecimentos da região. Nós fomos na Banje beach, o beach clube cobra um day use que te dá direito a usar espreguiçadeiras, sombrinha e instalações – há também toalhas para aluguel. Ótimo lugar para tomar uns drinks.

drink

A saída

A saída da cidade nós fizemos de carro alugado, numa viagem de umas 3 ou 4 horas até Split. Peguamos o carro na locadora Sixt que fica no Hotel Rixos. Vale muito a pena. Você segue na estradinha que beira o mar até Ploce (passando pela fronteira com a Bósnia – saindo da Croácia e entrando novamente, te rende vários carimbos no passaporte), e depois pega a autoestrada até Split.

A autoestrada é pedageada mas vale muito a pena o preço pago, a velocidade máxima regular a maior parte do tempo é de 130 km/h, sem contar que no dia em que viajamos estava quase sem trânsito, foi super tranquilo. Uma outra opção é fazer o percurso pela estrada a beira mar, mas desta vez optamos por fazer o trajeto mais rápido.

Devolvi o carro no outro dia em Split, mas isso eu conto depois.

Grande abraço a todos.

Até o próximo post.