Dicas de passeio e hospedagem em Berlim – Alemanha

Dicas de passeio e hospedagem em Berlim – Alemanha. Por Bloga Viagem em 06/03/2016.

Iniciamos nossa viagem em Berlim. Na chegada o pessoal da Polícia Federal de lá resolveu nos “revistar”, coisa que para ser sincero, nunca havia acontecido conosco. Não é nada demais, eles fazem alguns testes para ver se vc não está trazendo drogas, verificam documentos, objetos pessoais, olham tudo. Como não devemos nada a ninguém, não foi problema. O policial deve ter ficado espantado com a organização da minha esposa, tudo separado em sacolas, muito bem organizado.

Passado o primeiro momento, foi a hora da zoeira, quando falei ao taxista que era brasileiro, ele não perdoou, afinal, tínhamos acabado de perder a copa, e perder de forma humilhante, não preciso falar muito. Mas foi bom, comprei minha camisa oficial do Brasil pela metade do preço (não é brincadeira).

Nosso hotel o Mercure Hotel e Residenz Berlin ficava a 2 quarteirões do  Checkpoin “C”, ou Checkpoint Charlie. Ali é uma zona residencial, super calma. Muito legal, e fica próxima aos principais pontos turísticos e melhor ainda, próxima ao metrô. O hotel era muito bom e equipado de acordo com o padrão Mercure. Aqui notei o jeito alemão/austríaco de arrumarem a cama. Colocam sempre a cama arrumada com dois kits para dormir, lençol, travesseiro, cobertores. Tudo separadinho, nada de um único edredom para um casal ou coisa do gênero. Cada um com o seu cada um. Ao longo da viagem, nos países de influência alemã por onde passamos encontramos novamente este padrão.

Como se locomover

O melhor meio de locomoção em Berlim é combinado, metrô, tram, bicicletas e boas caminhadas. Use e abuse de todos.

Vou listar os pontos que eu vejo como interessantes, e depois falo um pouco de cada um deles.

Onde comer

Jewish Museum, Topografia do Terror, Memorial dos Judeus mortos na Europa

Estes três museus dizem respeito ao povo judaico e suas agruras enfrentadas ao longo da guerra. Pelo que pode ser visto, uma coletânea de materiais de uso pessoal, cartas, obras de arte, relatos de moradores da época (em fotos, aúdio e vídeo) pode-se ver o que o povo sofreu nas mãos dos soldados alemães da época da guerra. Todos os três museus são muito bem montados, sendo que o memorial dos judeus mortos na europa tem menos cara de museu, é na prática um quarteirão de blocos de concreto, dispostos como sepulturas. Ele tem uma pequena área para visitação também com um pouco de história para ser lida, mas nada que os outros dois não deem conta. O Topografia do terror fica bem ao lado de um pedaço ainda em pé do antigo muro de Berlim, dá para se ter uma noção do que era viver por ali naquele tempo. Espaço bem montado com uma exposição composta por cartas, fotos, vídeos, objetos das pessoas que viveram verdadeiros momentos de terror durante a guerra.

Reischstag

É o parlamento alemão, as visitas são guiadas e marcadas com antecedência, você manda um e-mail dizendo a data e hora que gostaria de visitar, na sua data/hora, você passa por uma checagem de segurança e em seguida acompanha um funcionário que vai explicando o funcionamento da casa. O final se dá no topo do parlamento, junto a uma estrutura redonda e futurística montada sobre o prédio histórico. A vista de cima é muito bonita. Vale a programação com antecedência.

Portão de Brandemburgo

O portão antigamente também fazia parte da divisa das duas alemanhas. É uma estrutura histórica muito bonita, localizado numa praça ampla – Parisier Platz – e de frente para uma das principais avenidas de Berlim. Assemelha-se ao arco do triunfo em Paris, menos magnânimo, porém. Não percam a visita de qualquer forma.

Ilha dos museus (Bode Museum, Pergamonmuseum, Neues museum, Altes museum, Museu  histórico alemão)

Este complexo de museus é imperdível, especialmente o Pergamonmuseum, que traz além de obras de Pérgamo a fachada inteira de um templo daquela cidade turca. Aqui me lembrei da nossa viagem a Turquia um ano antes, e do nosso guia turco reclamando ‘dos alemão’, que no passado haviam usurpado muita coisa de seu país. Vale notar desde os prédios até as suas impressionantes obras.

Aqui faço um adendo, existe em Berlim um passe de museus, falei  mais sobre ele por aqui,  (vale também como passe de transporte) que a meu ver vale a pena ser comprado, o detalhe é que antes de usar você deve validá-lo em alguma estação do metrô, ou tram. No meu caso eu havia esquecido a validação, tive que voltar numa estação do metrô, neste caso a mais próxima era distante dali mais de um quilometro.

Adorei o Pergamonmuseum, você poderá pegar fila para visitá-lo, por isso, se programe para chegar cedo. Os demais não são tão concorridos, mas com certeza todos merecem uma visita. Não percam.

Gostei  também da atmosfera da ilha, estava um dia quente, cheio de artistas e turistas por ali. A área é verde e florida. Procure um banco na sombra – se você gostar de sombra, ou ao sol…. e aproveite um pouco a clima.

AlexanderPlatz

É uma praça agradável, um ponto de encontro em Berlim. Não tem muita coisa, mas o entorno é agradável. Fica bem perto da torre de TV, que pode ser visitada, vale a pena. Nos arredores da praça temos algumas opções de bares, lanchonetes e restaurantes. Tem acesso muito fácil, o tram passa bem pertinho.

Catedral (Berliner Dom)

Muito bonita esta igreja, apinhada de estátuas e pinturas. É a catedral de Berlim. Sua localização é privilegiada, fica perto da ilha dos museus e também relativamente perto do portão de Brandemburgo. Bem no centrinho de Berlim. Mesmo que seja só de passagem, vale a visita.

Palácio Charlottenburg

Lindo palácio, com belos jardins. Apesar de ser um pouco longe do centro, como tudo por ali, é fácil de se visitar usando o metrô.

É o maior palácio de Berlim. O Palácio de Charlottenburg foi desenhado em estilo barroco pelo arquiteto Johann Arnold Nering e  construído entre os anos de 1695 e 1699, sendo chamado inicialmente de Palácio Lietzenburg, pois o local onde foi construído na época se chamava Lietzow. Na verdade o palácio foi construído como uma casa de veraneio para Sophie Charlotte, a esposa do príncipe-eleitor da Prússia Friedrich III, sendo muito menor do que é agora. Pouco tempo depois, em 1701 Friedrich foi coroado como rei Friedrich I da Prússia, tornando-se assim Sophie Charlotte uma rainha,  e a casa de veraneio começou a ser transformada em um palácio mais a altura do casal real. Assim o arquiteto Eosander von Göthe foi contratado e o palácio começou a ser ampliado com inspiração no Palácio de Versailles, na França. Com  isto o palácio foi aumentado para os dois lado e ainda foi adicionado duas alas que circundam o pátio. Quando a rainha Sophie Charlotte morreu em 1705, o palácio e a vila onde ele se localiza foram renomeados em sua homenagem. (fonte blog simplesmenteberlim.com)

Aqui vou contar um causo… O sistema de transporte público de Berlim funciona perfeitamente bem, e por incrível que pareça para nós brasileiros, não há catracas no acesso as estações. Você valida seu bilhete numas maquininhas e entra no trem. Estávamos no metrô indo para o palácio e eis que de repente entra no trem um pessoal fazendo fiscalização. Mostrei nossos tickets e vida que segue, ao nosso lado dormia um alemão, ou fingia dormir… O fiscal não se perturbou, acordou o cara e pediu o bilhete. O gatuno não tinha. Foi levado na próxima estação para fora do trem e provavelmente levou uma gorda multa. A gente acha que gente desonesta só existe no Brasil, mas não, por lá também tem.

Estádio Olímpico de Berlim

O Estádio Olímpico (Alemão: Olympiastadion) em Charlottenburg( o mesmo do palácio que eu falei ali em cima), distrito de Berlim, desenhado pelo arquiteto alemão Werner March, foi construído entre 1934 e 1936 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1936.

Substituiu o Estádio Alemão (Deutsche Stadion) desenhado pelo pai de Werner, Otto March, construído entre 1912 e 1913 para ser sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 1916 que acabariam por ser cancelados devido à Primeira Guerra Mundial. Foi restaurado para a Copa do Mundo de 2006 até meados de 2004.

Foi palco de 6 Jogos, incluindo a estréia do Brasil conta a Croácia, vencida pelos brasileiros por 1 a 0 e a Grande Final entre Itália e a França, com a vitória italiana nos pênaltis por 5 a 3. Em 2009 sediou o Campeonato do Mundo de Atletismo. Em 6 de Junho de 2015 recebeu a Final da Liga dos Campeões da UEFA de 2014–15.

A capacidade atual é de 74.475 pessoas.

Memorial Muro de Berlim, East Side Galery

Todos dois locais possuem instalações tratando do Muro de Berlim. O memorial do Muro de Berlim fica mais afastado do centro. Se tiver que optar por um dos dois, para mim vale a pena visitar o East Side Galery. De metrô é uma viagem bem rapidinha, e ao chegar você se depara com um grande pedaço preservado do muro, e além disso, ele está coberto por grafites, uns meio psicodélicos, mas a grande maioria com motivações políticas. Muito interessante de se visitar. O melhor de tudo, é grátis.

Aeroporto Tempelhof

Este aeroporto hoje em dia é uma grande área de lazer fincada em Berlim, hoje é mais um parque, uma área bem aprazível onde as pessoas vão para se divertir, andar de bicicleta, aproveitar o sol(quando tem). Vale a visita. E vale lembrar que ele foi construído durante o nazismo e ficou aberto até 2008. Ainda possui as pistas, onde o pessoal anda de bicicleta entre outros usos. Vale a visita.

Rio Spree (Palácio Belevue, Universidade)

O Spree é o Rio que corta a cidade(qualquer diz escrevo sobre os grandes rios europeus), dentro da área urbana ele toma diversas formas, campesino perto de algumas áreas de reserva como próximo ao palácio Belevue, ou mais moderno perto da universidade de Berlim, uma área onde ele é canalizado e em volta existem vários prédios modernos. A população local se banha no rio (não recomendo), existem passeios de barco pelo Rio, escolha um e divirta-se pelo rio.

Grosser Tiergarten (Siegessaule)

Este parque cravado no coração de Berlim é sensacional, começa perto do Portão de Brandemburgo e vai até a universidade técnica de Berlim. É um parque agradável, com lagos e pistas de corrida, bicicleta e muito verde. O pessoal aproveita bastante para passar os dias de verão aproveitando no parque. Verão para eles são aqueles dois dias por ano onde a temperatura vai a 26C. O parque tem como um dos limites o rio Spree, rende uma caminhada bem agradável em sua margem. Vale uma passeada no fim de tarde, talvez um piquenique em algum lugar por ali.

Kaiser Wilhelm Gedachtniskirche (Igreja quebrada)

Esta igreja conserva o topo de uma das suas torres exatamente como ficou após ser bombardeada durante a II Gerra Mundial. Não tem muitos atrativos, vale mais como curiosidade.

Monbijoupark

Este parque foi um achado, ao sairmos da ilha dos museus nos deparamos com este agradável e pequeno parque. Bem pequeno mesmo, encravado no coração de Berlim. Fica perto de tudo, do metrô, dos museus, na beira do rio Spree, tem bares e uma mini praia. Vale uma parada para tomar um refresco/cerveja.

Por falar na cerveja, finalizando, não deixe tomar um por lá. A festa mais famosa do país acontece em Munique, mas os berlinenses também adoram. Qualquer evento é motivo para uma comemoração regada a muita cerveja. Aproveitem os diversos rótulos existentes por lá. Pesquisando no tripadvisor você até encontra alguns passeios com direito a degustação por diversos bares da cidade. Saúde!!!!!!!