Dicas de passeio em Cancun – visita à Chichen Itza e nado em um Cenote

Dicas de passeio em Cancun – visita à Chichen Itza e nado em um Cenote

Este passeio faz parte do pacotão que fechamos com a ATTravel, mas como falei no post anterior, você também pode comprar em diversas agências em Cancun, pela internet, pelo pessoal do Xcaret, entre outros.

Chichen Itza é uma antiga cidade Maia que foi ocupada até um período um pouco antes da chegada dos espanhóis. Quando estes chegaram, os Maias já haviam deixado o lugar a um tempo. A cidade é formada por vários templos, mas o principal é a  pirâmide de kukulkán. Dá para conferir mais informações por aqui.

Ele foi redescoberto em meados dos anos 1800 por exploradores modernos. Seu estado de conservação naquele tempo era bem precário, mas felizmente nos dias de hoje, está totalmente reformado e muito bem conservado. Dizem que o que há exposto corresponde a algo em torno de 10% do patrimônio histórico que existe por ali enterrado.

Vale lembrar, que assim como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, Chichen Itza foi eleita em 2007 como uma das novas maravilhas do mundo moderno.

A ida

Como disse antes, quem é turista acorda cedo. Ainda mais para um lugar destes, fica a mais ou menos 200km de distância de Cancun, no estado Yucatan, vizinho de Quintana Roo onde fica Cancun. Saímos as 07:00 numa pequena van, com um motorista e um simpático guia, Maurício. No caminho, passamos em outro hotel para pegar uma família de goianos e em seguida partimos. Foram 3 horas de viagem, com direito a uma parada num ponto de apoio depois de umas duas horas.

Durante a viagem o Maurício foi nos contando toda a história da ocupação da península e do povo Maia, incluindo fatos curiosos sobre o seu sistema numérico e por fim o famoso calendário Maia.
O cenote

Ao chegar, fomos direto para o cenote, que vem a ser uma formação geológica muito interessante, com água cristalina num poço enorme e muito fundo. Ele forma uma enorme piscina natural com água doce e de temperatura bem agradável. Vejam as fotos.

Para chegarmos na água, encaramos uma descida leve de 93 degraus. Descer é legal, o difícil é subir de volta. Nada conveniente para quem tem alguma dificuldade de mobilidade.

Ficamos por lá com uma hora livre para nadar, o que é imperdível. Chegamos num horário excelente. Como nosso grupo era pequeno, não tivemos atrasos. Ao chegar, o cenote estava exclusivamente a nossa disposição. A temperatura da água gira em torno de 20 e 22 graus. Você nem tem tempo de achar frio, pois ninguém entra devagar num poço tão profundo, só pulando mesmo.

Existe uma plataforma elevada, a uns 5 metros de altura mais ou menos, a graça é pular dali ou de algum degrau que dá acesso a ela, se você não quiser pular do alto. Em todos os momentos somos acompanhados por salva vidas contratados pelo pessoal que administra o local. Depois de cair na água dá para ver que o poço está lotado de pequenos peixes, que ficam dividindo a imensidão azul das águas com você. Para sair, numa das beiradas do poço existe uma escada de madeira fixada.

Não recomendo deixar crianças desasistidas, exatamente como você faria numa piscina normal.
No final da nossa horinha privativa no cenote, os ônibus de excursão estavam chegando, e nós partindo para a próxima etapa do passeio.

O almoço

Eu coloquei uma roupa seca (dica, leve uma muda de roupa seca para não passar o dia molhado, além de levar uma toalha do hotel) e fomos ao charmoso hotel Hacienda Chichen Resort, onde almoçamos. O almoço estava incluído no pacote, as bebidas não.

O buffet era composto por algumas variedades de comida: internacional, saladas, mexicana, vegetariana, uma pequena hamburgueria e sobremesas. Como chegamos cedo, tudo ainda estava novinho. Comi uma salada e umas tortilhas feitas na hora, com um recheio de carne de porco apimentada, bem saborosa. Você pode repetir quantas vezes quiser.

Durante o almoço, se apresentam cantando e dançando, alguns casais com trajes típicos da região. Além de uma boa música mexicana tocando para embalá-los.

Na saída do hotel, no caminho para entrar na cidade antiga, tem uma tenda do hotel junto a uma loja de souvenirs, ali você encontra um bom café. Vale a pena.

Chichen Itza e templo de kukulkán

Entramos na cidade pela entrada exclusiva do hotel. Não havia qualquer fila, apesar de estarem presentes no local vários grupos de turistas perambulando. O guia vai explicando passo a passo cada parte de todos os templos, suas curiosidades, história, etc. No final ele deixa um tempo livre para você fazer suas fotos.

No complexo há o templo dos guerreiros, o estádio onde jogavam bola – sim um jogo de bola semelhante ao futebol, mas ao invés de jogar com os pés joga-se com a cintura – um poço onde faziam oferendas e sacrifícios e por fim o grande templo de kukulkán.


  
  
Achei muito interessante, especialmente toda a história e as “coincidências” matemáticas e astronômicas que envolvem a grande pirâmide. Na realidade sou obrigado a dar o braço a torcer, e acreditar que não houve coincidência alguma. Tudo foi meticulosamente calculado.

A volta

Encontramos com nosso guia Maurício no estacionamento do hotel e partimos, antes de sair eu recomendo uma passadinha no banheiro do hotel, afinal, são mais 3 horas de viagem de volta. Na volta ficamos conversando com o pessoal de Goiás e no meu caso tirando até um cochilo, aproveitando que não era eu o motorista da rodada.
A chegada em Cancun se deu num horário bem conveniente, por volta das 18hs, o que te permite tomar um banho, se arrumar e depois ainda aproveitar a noite em Cancun. No nosso caso fomos jantar num restaurante mexicano muito bom, Hacienda el Mortero. Recomendo. Comida muito boa por um preço legal. Vale a visita.

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